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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Vivo Open Air (VOA)


E Recife é a primeira cidade do nordeste ser contemplada pelo evento



Em 2002 o Rio de Janeiro foi a cidade escolhida para receber, pela primeira vez no Brasil, o Vivo Open Air (VOA). E Recife é a primeira cidade do nordeste contemplada para acolher a maior produção multisensorial da América Latina, um evento que reúne música, cinema e arte, num só lugar.


Além dos quiosques gastronômicos, a infraestrutura montada para a edição na capital pernambucana, comporta cerca de 1,2 mil pessoas, um palco para shows, arquibancada com 880 lugares alcochoados, destinados às sessões de cinema e 200 espreguiçadeiras no chão, para os cinéfilos curtirem a projeção no telão de mais de 300 m². De 28 de novembro a 09 de dezembro, no Cais de Santa Rita, o estado se torna o anfitrião do maior cinema ao ar livre do mundo.

Para Renato Byington, diretor do VOA, a escolha do Recife se deu, especialmente, pelo bom momento econômico e pela fidelidade que o público local tem pelo cinema: "O Brasil tem tido suas atenções voltadas para o nordeste e, principalmente, para Pernambuco. O estado se consolida como a 'menina dos olhos' em todos os setores, inclusive o cultural. Não temo dúvida de que a escolha foi acertada", enfatiza o diretor.


A noite de abertura foi bem caseira. Com a plateia cheia e a lua iluminando a noite no Recife, o primeiro longa do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho foi exibido e abriu as sessões de cinema. "O Som ao Redor" trouxe a temática sobre a relação que os cidadãos têm com espaços públicos e privados e retrata o cenário de uma rua de classe média na Zona Sul do Recife, em que a maior parte dos imóveis pertence a uma mesma família. Tema já abordado pelo diretor nos filmes "Enjaulado", "Eletrodoméstica" e "Recife Frio".

A tela montada ao ar livre é a maior de todas as edições do Vivo Open Air. São 325 metros quadrados de projeção e um sistema à prova de condições climáticas adversas, permite que o funcionamento não pare, mesmo em caso de chuvas e de ventos.


O estudante Glaydson de Moraes, além do Recife ter sido pioneira em receber um evento desse porte, o local escolhido foi o que tornou tudo mais agradável: "O público é atraído pela programação, claro. Mas pelo fato de ter o Capibaribe como cenário, ser ao ar livre e numa área praticamente abandonada de nossa cidade, sem dúvida faz a plateia valorizar ainda mais o espetáculo."



As atrações musicais ficam por conta da cantora Baby do Brasil e de Seu Jorge, que se apresentam na noite deste sábado(1°) e sexta-feira(07), respectivamente. As festas do Odara Ôdesce, Brega Naite e Selecta também fazem parte da programação. Os ingressos podem ser comprados nas lojas da Esposende dos Shoppings Tacaruna e Recife, nos quiosques do Jornal do Commercio do Shopping Recife, através do endereço eletrônico http://recife.openairbrasil.com.br e diretamente na bilheteria do VOA, no local

Os preços variam de acordo com o dia escolhido: para quarta, quinta e domingo o valor é de R$ 36 (inteira) e R$ 18 (meia). Já sextas e sábados, R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Clientes da Vivo têm descontos especiais de 20% na compra de ingressos na bilheteria do local, mediante apresentação da conta telefônica e/ou aparelho celular.

Programação completa e outras informações no site: www.vivo.com.br/openair

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cinema Polones é o grande homenageado da 2ª edição do Festival Brasil Stop Motion

Aberto na última terça feira (27) em cerimônia realizada no Auditório G1 (Bloco G) da Universidade Católica de Pernambuco, o 2º Festival Brasil Stop Motion chega ao Recife com mostra competitiva, sessões especiais e de filmes convidados. O festival ainda promoverá oficinas e conversas com profissionais do país e do exterior. 


Com patrocínio do Governo do Estado e apoiado pela Unicap, este ano o evento vai homenagear os 65 anos do cinema de animação da Polônia, país famoso por esse tipo de produção desde os anos de 1930. Entre os convidados estão a jovem diretora Monika Kuczniecka, representando a nova geração do cinema no país, e o curador Piotr Kardas, responsável pela mostra de clássicos poloneses infantis e adultos, inserida na programação deste ano. 

Stop Motion é o nome dado a uma técnica de animação quase tão antiga quanto a própria história do cinema. Mais associado aos filmes feitos com massa de modelar, o recurso proporciona movimento a qualquer objeto (inclusive o corpo humano) por meio do encadeamento de fotografias. Recife é um das poucas cidades do mundo que tem um festival dedicado especificamente a esse gênero cinematográfico. A programação, com 58 filmes de 22 países, vai de terça até o próximo sábado (30) no Cine São Luiz. Durante a semana, as sessões começam às 19h30. No sábado, a projeção tem início às 17h.

Confira a programação ou acesse o site: http://www.brasilstopmotion.com.br/

Serviço:

2º Festival Internacional de Stop Motion do Brasil
Exibição dos filmes: Cinema São Luiz, Avenida Conde da Boa Vista, Recife – PE
27 de novembro a 01 de dezembro de 2012
Exibições às 19h30
Sábado às 17h
GRATUITO
Oficinas: Universidade Católica de Pernambuco

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cinema em cena: comemoração dos 60 anos do São Luiz


                             Luz, câmera, ação: no dia 6 de setembro, o cinema São Luiz, um importante estabelecimento da Cidade do Recife, comemorou 60 anos com programação voltada ao entretenimento e informação. Entre os destaques do evento estão a exibição de filmes clássicos do cinema mundial, festivais de cinema contemporâneos e, inclusive, uma homenagem ao jornalista e escritor brasileiro Nelson Rodrigues

    De acordo com Alexandre Figueroa, em entrevista recente, para a revista O Grito, revelou que a arquitetura local marcou pela sua suntuosa cortina vermelha, a decoração do teto e das laterais. Um outro aspecto memorável foi a sessão Bossa Nova que acontecia aos sábados pela manhã, e atraía o público jovem que queria paquerar e namorar.


         Para acomodar a programação, o cinema precisou passar por uma série de reparos na estrutura física que incluem máquinas de climatização e sonorização. O Governador Eduardo Campos também esteve presente para prestigiar o evento. Além da programação especial que acontecerá ao decorrer do mês, serão ministrados seminários.

Confira a programação completa no site LeiaJá:
http://www.leiaja.com/cultura/2012/cinema-sao-luiz-comeora-60-anos


Outras informações nos sites:


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O cinema aos olhos de um jornalista pernambucano

         O cinema de Pernambuco está crescendo. Essa foi uma das conclusões tiradas após o bate-papo com o crítico e cineasta pernambucano Kléber Mendonça Filho, na Universidade Católica de Pernambuco. Com um jeito tranquilo e modesto, o diretor, roteirista e jornalista conversou com os alunos e professores das turmas de Jornalismo e da Especialização em Estudos Cinematográficos sobre o seu trajeto profissional e alguns de seus projetos.



        A palestra, na verdade, começou sem o palestrante. Com a sala lotada, foi exibido o curta Recife Frio, dirigido por Kléber Mendonça, que mostra, em uma atmosfera fantasiosa, como seria um Recife com temperaturas abaixo de 10º C, em que as pessoas vivem sempre agasalhadas e apartamentos na beira-mar são desvalorizados. Após a chegada do cineasta, foi então exibido o trailer oficial do aclamado O Som ao Redor, filme também dirigido por Kléber, que já faturou diversos prêmios no Brasil e no exterior, e já chegou a ser reconhecido e bem criticado até nos Estados Unidos.

      Dialogando com a plateia, Kléber contou que apesar de cursar jornalismo na UFPE, sempre teve uma paixão pela sétima arte. Passou um ano desempregado depois de terminar a faculdade, e foi quando conseguiu um emprego como crítico de cinema no Jornal do Commercio, onde ficou por 12 anos.

       Sobre suas experiências como cineasta, Kléber explicou como é o processo criativo dos seus filmes, e a realização em si dos projetos. O diretor contou como Recife Frio, apesar de ser um curta, durou quase três anos para ficar pronto, tendo sua primeira cena gravada em dezembro de 2006, e sua última cena gravada em setembro de 2009. Apesar de não gostar de regras na hora de fazer seus filmes, para esse ele só tinha uma: que todas as cenas fossem filmadas em tempo chuvoso, ou no mínimo nublado. Por isso a demora. Com O Som ao Redor sendo o primeiro longa-metragem dirigido pelo cineasta, ele admitiu ficar espantado com a grandiosidade do projeto, mas que mesmo desviando do "gueto" dos curta-metragens, gostou muito da experiência.

       Perguntado se aceitaria uma proposta de ser contratado para dirigir um filme, a resposta foi rápida: "só se o roteiro for bom". "Nesse tipo de situação, as chances de dar tudo errado é muito grande", disse o cineasta. Para Kléber, o cinema em Pernambuco chega a se destacar por serem feitas produções mais autorais, e não voltadas para o meio comercial. "Acho curioso como os filmes aqui não tem essa pretensão de fazer sucesso. Às vezes são filmes estranhos, mas são originais", afirmou.
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