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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

XVI Feira Japonesa do Recife




Todo ano no último fim de semana do mês de novembro, acontece a Feira Japonesa do Recife. Neste ano a XVI Feira Japonesa do Recife aconteceu no dia 25 de Novembro, no Clube Internacional que fica próximo a Faculdade Politécnica, mesmo contrariando a tradição de ocorrer no Recife Antigo e neste ano cobrando entrada no valor de R$5,00, os fãs da cultura Japonesa e simpatizantes não deixaram de participar do evento.



O Clube esteve lotado desde as 9h quando houve a abertura da bilheteria, com a programação variada trazendo apresentações de Ren Taiko (tambores japoneses), danças típicas como o Soran e encontro de Cosplays, que são pessoas fãs de animes e mangás vestidos como seus personagens favoritos. Também houve exposições de Origami, Temari, miniaturas, Sumô e plantas típicas do Japão como o Tataré e a Sakura (símbolo do Japão).

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pernambuco tem um novo Centro de Artesanato


                 O Recife tem agora um Centro de Artesanato instalado na zona portuária da cidade, o Cape. O local foi inaugurado do mês de outubro passado e está localizado no Armazém 11, ao lado do Marco Zero. Ele é o maior do estado, e conta com um restaurante, mais de 16 mil peças em exposição de 500 artesãos locais, auditório, loja, mostra permanente e galeria de arte.

O Cape está dentro do projeto Porto Novo, que tem como principal ator o governo do estado de Pernambuco em parceria com a iniciativa privada que tem como objetivo a revitalização dos antigos armazéns do Porto do Recife. A meta do projeto até 2014 é viabilizar o funcionamento no local de um museu em homenagem a Luiz Gonzaga, centro de convenções, escritórios e terminal marítimo de passageiros.

Para o secretário de cultura de Pernambuco, Fernando Duarte, o Cape é muito mais do que um centro de artesanato. “ o Centro de Artesanato de Pernambuco irá, em um breve tempo, se transformar em um grande espaço de convergência cultural brasileiro, pois tem todo o potencial pra isso. Pernambuco sempre foi um polo de cultura, e o artesanato é uma de suas principais fontes de manifestação”, destacou o gestor.


A obra foi fruto da parceria do governo do estado com a iniciativa privada e custou cerca de R$ 6,5 milhões. O projeto saiu das mãos do arquiteto Carlos Augusto Lira. Além de ser um novo espaço para os artesãos e artistas populares de Pernambuco, o Cape atrairá milhares de turistas de várias partes do país, do exterior e do próprio estado. No espaço haverá ainda ambientes decorados e planejados para que o visitante possa as obras em espaços como sala de estar, sala de jantar e quarto. Cada peça exposta no local terá uma etiqueta, onde estarão o nome do artesão, o telefone, o município de origem e o material do qual é feita. O horário de funcionamento será de 10h às 20h, e abrirá diariamente.

Links:

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Centro de Artesanato de Pernambuco (Cape).


         No último dia 25, foi inaugurado o novo Centro de Artesanato de Pernambuco (Cape). Localizado no Marco Zero, centro do Recife, o espaço conta com 16 mil peças distribuídas em um ambiente de dois mil metros quadrados. São diversas esculturas e objetos em barro, cerâmica, madeira, couro, metal, tecido e até mesmo papel. Ao todo são mais de 500 artesãos de todas as regiões do Estado que expõem nas vastas prateleiras, seus trabalhos.

           O local que antes era um armazém abandonado é hoje o maior centro cultural de Pernambuco, visando apresentar para a população local e para os turistas, o artesanato da região. Em todas as peças, uma etiqueta informa o nome e o telefone para contato do artista que a produziu, o valor, e em algumas, o detalhamento do material usado na produção. “Esses artistas realizam um trabalho minucioso que merece ser valorizado”, justifico Céres Almeida, gerente geral do estabelecimento.


         O espaço, que teve um investimento de R$ 6,5 milhões, também conta com uma cafeteria, o restaurante Bistrô e Boteco, e uma sorveteria. Tudo isso banhado pela vista privilegiada do Porto da cidade. “Aqui é extremamente agradável. Abrange a todos. Seja para quem apenas quer conhecer o Centro, fazer um almoço ou jantar, tomar um sorvete, ou apenas apreciar a bela vista”, destacou a vendedora Marcela Vieira.

          A Cape é a primeira obra inaugurada do projeto de revitalização do Porto do Recife, realizada pelo Governo do Estado. Ainda estão em fase de construção um cinema, um teatro, um museu dedicado a Luiz Gonzaga e até mesmo um hotel. 

Serviço: Horário de funcionamento: Diariamente das 10:00 às 20:00




O universo fantástico de Liniers


      Um dos muitos sentimentos que a arte pode despertar nas pessoas é o de identificação. Essa proximidade entre artista e público é algo que, sem dúvida, o quadrinista argentino Ricardo Siri Liniers consegue provocar com seu traço por onde passa.

             A mostra Macanudismo, que traz ao Recife mais de 200 obras do artista, fica em cartaz na Caixa Cultural até o dia 2 de dezembro.  Por meio de tiras originais, pinturas, contos animados, vídeo, ilustrações e livros o público pernambucano poderá ter contato com o universo de Macanudo, palavra que em espanhol significa extraordinário, magnífico, excelente.  

        Crítica de costumes, humor, poesia e nonsense. Cada tirinha leva ao leitor uma reflexão sobre a vida de uma maneira pertinente, porém sensível e leve. No dia 30 de novembro, o argentino virá ao Recife palestrar sobre sua obra e participar de uma sessão de autógrafos da recém-lançada compilação em português, Macanudo 5.

           Nascido em Buenos Aires, nos anos 70, Ricardo Siri começou a fazer seus desenhos para fanzines. A publicidade ficou em segundo plano e logo Liniers estava com as suas tirinhas publicadas em revistas como Rolling Stone, Spirou e La Mano. Seus quadrinhos, cheios de personagens que vivem em harmonia, foram traduzidos para diversas línguas. 


Serviço:
A entrada é gratuita
O horário de visitação é de terça a sexta, das 12h às 18h. Sábados e domingos, das 10h às 18h. 
A Caixa Cultural Recife fica na avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Obras de arte e peças medievais no Recife


          Um dos mais belos pontos turísticos da cidade do Recife é o Instituto Ricardo Brennand, localizado no bairro da Várzea. Quem desejar passar um dia num belo castelo medieval, conhecendo peças históricas de vários lugares do mundo, a dica é visitá-la. Fundada em 2002, a instituição foi criada pelo colecionador e empresário pernambucano Ricardo Brennand, que tinha como objetivo compartilhar com os demais conterrâneos, peças e objetos histórico-artísticos de diversas procedências, sendo eles do período que vai da Baixa Idade Média ao século XXI. 

           O castelo de Brennan conta também com a maior coleção do mundo de quadros do pintor, desenhista e gravador holandês, Frans Post. O local abriga um dos maiores acervos de armas brancas do mundo. São cerca de 3.000 peças de países da Europa e da Ásia. No castelo existe também uma biblioteca que possui mais de 60 mil livros, sendo a grande parte obras raras.

         Quem quiser conhecer o castelo, que fica na Rua Alameda Antônio (sem número), e os objetos raros, poderá visitá-lo de terça a domingo, das 13h às 17h. Os ingressos custam R$ 15 (inteira) e R$ 5 (Estudantes, professores e idosos acima de 60 anos). Crianças com até 7 anos de idade não pagam.

Serviço:
Instituto Ricardo Brennand
De terça a domingo, das 13h às 17h
Ingressos: R$ 15 (inteira) e R$ 5 (Estudantes, professores e idosos acima de 60 anos). Crianças com até 7 anos de idade não pagam.
Site: http://www.institutoricardobrennand.org.br/index2.html
Telefone: (081) 2121-0352/0365

Exposição “Ele moía a escuridão” – Marcelo Coutinho



         Os sinais do corpo humano que simbolizam os ofícios cotidianos estão representados em vídeos e objetos que reúnem a obra do artista Marcelo Coutinho, no Santander Cultural. A exposição “Ele moía a escuridão” segue em cartaz até o dia 30 de setembro, com acesso gratuito.

       A mostra marca o encerramento da carreira de Coutinho na arte contemporente na exposição, com o objetivo de unir a arte contemporânea às possibilidades criadas pelas novas tecnologias. Nos vídeos, ele pretende mostrar que os ofícios do ser humano não têm um fim, da mesma forma queânea, que passa a investir na carreira de cineasta. Contudo, a produção audiovisual do artista já se faz pres o próprio homem também não tem, por sempre estar buscando chegar a um nível superior.

   Em geral, as obras pretendem relacionar a personalidade do artista com a essa intenção de ascender a um patamar mais elevado, explorando os ofícios representados pelos elementos que dialogam com o dia-a-dia.


Serviço
Exposição “Ele moía a escuridão”, de Marcelo Coutinho
Visitação até 30 de setembro de 2012
De terça a domingo, das 13h às 20h
Santander Cultural – Av. Rio Branco, 23 – Bairro do Recife
Informações: 81 3224-1110 ou em www.santandercultural.com.br

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Arte Pulsante.



          A exposição de Christina Machado, Minha Cabeça, Nossa Natureza rompe os murros do hospital psiquiátrico Ulysses Pernambucano e do Centros de Apoio Psicossocial e traz ao público um pouco do universo particular da artista plástica e dos pacientes. Christina Machado possui um ateliê residência, há quatro anos no hospital da Tamarineira, Zona Norte do Recife, durante esse período foram confecionados diversas peças, que juntas compõe um mosaico de sentimentos expostos na Galeria Janete Costa, localizada no Parque Dona Lindu.

    A argila utilizada para fazer as obras, foi transformada em um veículo condutor dos pensamentos, dos medos e das inquietações, um elo de união de Christina com os pacientes do hospital. Além dos 2 painéis Da matéria a materialização, o acervo da mostra conta com a série Minha Cabeça, 60 peças de barro produzidas em 2009 pelos internos do hospital e por amigos de Christina. Quatro vídeos registros das produções, 9 quadros, intitulados de Meus eus e a Cama sem pé nem cabeça, são  obras que conectam o visitante o um mundo único e sentimental. “ As várias formas de expressão, sentimentos, o toque na matéria argila, é uma realidade sem fronteiras, me levaram a pensar numa instalação que pulsa. Uma instalação rica em sentimentos inesperados”. Christina Machado.


Serviço: Mostra Minha Cabeça, Nossa Natureza
Visitação: Até 14 de outubro.
De quarta a sexta: das 10h às 12h, exclusivo para escolas agendadas;
Das 12h às 20h aberto ao público.
Sábados e domingos: das 10h às 20h.
Visita mediada com a artista todas as quintas-feiras, das 15h às 17h


Entrada Gratuita
Informações: 3355-9832
Contato: Christina Machado: christinamachado@gmail.com

Sugestão de links:
http://eucurtorecife.com.br/galeria-janete-costa-obras-de-pacientes-psiquiatricos/
http://www.leiaja.com/cultura/2012/minha-cabeca-nossa-natureza-na-galeria-janete-costa
http://www2.recife.pe.gov.br/exposicao-de-christina-machado-apresenta-obras-de-pacientes-psiquiatricos-no-dona-lindu/

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Museu Murillo La Greca e Centro Cultural Correios abrem temporada de novas exposições

As duas mostras, iniciadas em agosto, destacam teor histórico e questionador. Visitantes podem conferir gratuitamente o trabalho dos artistas Cuquinha e Murillo La Greca.


        O que você diria se um amigo seu lhe pedisse dinheiro emprestado para que ele pudesse costurar uma bandeira de R$3.000? Se você está pensado “não”, repense sua escolha. Esta mesma bandeira pode muito bem ser leiloada em 17 vezes o valor inicial, e parte do lucro ser revertida para seu bolso. Os amigos e colegas de Lourival Cuquinha que o digam. O artista plástico pernambucano teve a iniciativa de fazer uma bandeira da Inglaterra com 1.000 libras (R$ 3.000) depois de ter lido em uma reportagem do jornal britânico The Sun que 80% dos ingleses não perceberiam se sumissem 1.000 libras de suas contas.
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      Inconformado com o resultado da pesquisa e na situação de imigrante, Cuquinha decidiu retratar a relação “trabalho versus poder de compra” não só na bandeira da Inglaterra, mas em toda a mostra Topografia Suada e Londres, em cartaz no Centro Cultural Correios. A instalação foi dividida em três ambientes. O primeiro é um corredor de chão vermelho que representa o tapete em frente ao Buckingham Palace de Londres e no final do mesmo, a bandeira inglesa, denominada de Jack Pound. O corredor leva ao segundo ambiente, uma sala com vários trabalhos do artista: uma bandeira do Brasil feita com a moeda local e um painel com o mapa da capital da Inglaterra e elementos que remetem ao percurso de Cuquinha para conseguir arrecadar o dinheiro. Para conseguir as 1.000 libras, ele decidiu vender ações da bandeira. Trabalhando como rickshaw (as taxi-bike que levam os turistas a passeios), o artista conseguiu 505 libras se tornando sócio majoritário e arrecadou o restante do dinheiro com familiares, amigos e colegas.

      O professor de português nos Estados Unidos, Afonso Nélio Borges, é um assíduo frequentador de museus. “Sou do Recife e passo três semanas de férias aqui todo ano em agosto. Durante este período procuro ir ao máximo de exposições possíveis”, disse. “Gostei muito dessa mostra da topografia e principalmente da crítica à banalidade do poder, á força do dinheiro.” Em uma das paredes do segundo ambiente, fotos dos sortudos 42 acionistas de 10 países que, após a Jack Pound ter sido vendida por 17.000 libras no famoso leilão Christie’s tiveram suas ações multiplicadas também por 17. Ainda na segunda sala, um painel preto com moedas de 5 centavos de real coladas e uma caixa com petróleo no meio. Na parte de cima do painel, as moedas estão intactas enquanto na de baixo elas se encontram furadas ou quebradas.

     “Alguns visitantes analisaram o painel como uma representação dos países ricos do Norte e os pobres do Sul. É uma das interpretações, mas cada um está livre para entender como quiser”, explica a mediadora Roberta Rodrigues. “O que o Cuquinha quis mostrar em toda a mostra é seu sentimento de não identificação enquanto morava na Inglaterra e a tendência a reduzirmos tudo a coisas.”

   O terceiro e último ambiente traz três rickshaws e a possibilidade do visitante pedalar. No teto, uma projeção das imagens registradas por Cuquinha na Inglaterra enquanto passava pelas ruas de Londres.
Topografia Suada e Londres é uma mostra de aparência simples, sem instalações tecnológicas, mas de conteúdo complexo que traz àquele velho debate sobre o consumo excessivo. Debate que mesmo antigo, trona-se sempre necessário. Em relação a Jack Pound, Roberta finaliza: “não é nem bandeira, nem é dinheiro. Passa a ser um terceiro elemento, algo mais representativo.” Traduzir em obras a história dos principais pontos históricos do Recife. Este é o propósito da exposição “Obras públicas de Murillo La Greca”, que, desde o dia 26 de agosto, leva ao museu homônimo alguns trabalhos do artista. Só na abertura, cerca de cem pessoas estiveram presentes para prestigiar a exposição. E a expectativa é que o ritmo se mantenha nos próximos dois meses.

             Ele nasceu no dia três de agosto de 1899, e, desde os 12 anos, já tinha a veia artística. O pintor e professor recifense Murillo La Greca hoje é lembrado pelos conterrâneos através de uma série de obras que retratam a capital pernambucana, trabalho que pode ser conferido nos seis ambientes do museu, reservados a um verdadeiro passeio turístico pelo Recife. A mostra contempla desde o Palácio da Justiça, localizado no bairro de Santo Antônio, ao Museu do Estado, que fica na Avenida Rui Barbosa, passando por pontos como o teatro Santa Isabel e o museu do Forte do Brum.

             Mapas e retratos ilustram a exposição, que dão ao visitante a oportunidade de participar da mostra. É que quem tiver fotografias dos pontos turísticos expostos no museu pode fixá-las próximo aos quadros que compõem as paredes do La Greca. A mediadora cultural Clarissa Corrêa chama atenção para uma novidade presente nesta exposição: “Sempre esteve dentro dos planos do museu dedicar uma sala em homenagem a Sílvia Decussati, ex-mulher do artista. Nesta temporada, foi criado um ambiente intimista, que expõe aos visitantes algumas obras que Murillo fez para sua amada”.

             A sala especial montada com objetos e obras que remetem a Sílvia é fruto da história vivenciada pelo casal. Com a morte da esposa, amiga e musa inspiradora, Murillo diminuiu o ritmo de produção. “Todos que estudam a história desse artista sabem que Sílvia tem uma grande parcela de influência nas obras que hoje aqui estão. Mas, mesmo com a dor da perda e a consequente queda do número de criações, ainda foi possível deixar aos recifenses parte do legado de sua história”, finalizou a mediadora cultural.

Confira a exposição no vídeo abaixo:  “Obras públicas de Murillo La Greca”.




Serviço

Exposição “Topografia Suada e Londres”
Centro Cultural Correios
Av. Marques de Olinda, 262 - 2º. Andar - Bairro do Recife
Período do evento: 02.08 a 23.09.2012
Horário: 9h às 18h de terça a sexta / sábados e domingos, das 12h às 18h
Informações e agendamentos: 81 3224 5739
centroculturalcorreiosrecife@correios.com.br

Exposição “Obras públicas de Murillo La Greca”
Museu Murillo La Greca
Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, número 366 – Parnamirim
Período do evento: 26.08 a 26.11
Horário: de terça a sexta das 9h às 17h e sábados e domingos das 13h às 17h.
Informações: (81) 3355-3126 / (81) 3355-3127 / (81) 3355-3129

Ambos têm entrada franca.