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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

4 Vezes Nelson

A encenação busca resgatar o universo rodriguiano, trazendo temas como a infidelidade e as surpresas da mente humana que são abordadas nas personagens de Nelson Rodrigues.


O Grupo Arremedo traz á cena o espetáculo 4 Vezes Nelson que apresenta quatro crônicas da obra  "A Vida Como Ela É" do autor Nelson Rodrigues, mostrando quatro histórias que se cruzam numa conversa de bar, onde as personagens criam vida e contam suas histórias, gerando um clima de traição, desconfiança e sensualidade .


Os textos abordados são: Dama da Lotação, onde encontramos Solange, uma mulher casada que não consegue ser fiel ao marido e mesmo após esse descobrir, ela continua com suas escapadas causando uma grande vergonha para o marido. A segunda história traz a cena Marido Fiel, Rosinha uma esposa que confia na fidelidade do marido até o dia que Ceci sua vizinha questiona tal fidelidade e este desenrolar gera uma tragédia. Para a terceira crônica é abordado Casal de Três, que apresenta Jupira uma mulher desleixada no lar e com o marido e tudo muda quando ela se torna amante do melhor amigo do marido e este descobre e aceita tudo. Em Mártir em Casa e na Rua, vemos Durval homem que vive divido entre a esposa e a amante, tendo que jantar primeiro com uma depois com a outra, e isso o leva a uma situação insuportável. Após a conclusão dessa história o bar fecha e todos se vão.



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Bloqueada peça sobre a vida da cantora britânica Amy Winehouse


Um espetáculo que iria contar a história da cantora britânica Amy Winehouse, que faleceu por intoxicação alcoólica em julho de 2011, aos 27 anos, foi bloqueado por Mitch Winehouse, pai da artista. Segundo ele, a peça não passava de “um monte de lixo” e era apenas um meio de ganhar dinheiro. Intitulada “Amy”, a história foi escrita em dinamarquês por um grupo de onze pessoas chamado “Det Roede Rum (O quarto vermelho)” e retrataria a relação de Amy com as drogas, o álcool e seu casamento com Blake Fielder-Civil. 

A estreia seria no Royal Danish Theatre, em Copenhague, em Janeiro de 2013, mas foi cancelada porque a KODA retirou a permissão para utilizar músicas de Winehouse na peça. Segundo esse órgão, que é responsável pela administração de direitos autorais, a autorização já havia sido concedida, mas o pai da artista contactou a empresa através do seu editor musical nas últimas semanas. “Foi o pai da Amy Winehouse que atrapalhou o processo”, afirmou o porta-voz da KODA. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Auto do Salão do Automóvel


           Carros, pedestres, ciclistas, guardas de trânsitos e motoristas são os personagens principais do Auto do Salão do Automóvel, encenado pelos atores Alexandre Guimarães, Evandro Lira, Roger Bravo, Stella Maris e Zé Ramos na arena do palco do teatro Hermilo Borba Filho, com direção de Kléber Lourenço. Na caótica São Paulo da década de 60, os personagens contam suas angústias e anseios diante das transformações urbanísticas da maior metrópole brasileira. Escrito em 1969 por Osman Lins, o Auto do Salão do Automóvel, é uma das três peças que compõe o livro Santa, Automóvel e Soldados.

           O mais interessante, é que mesmo após 43 anos, o trabalho relata de forma precisa a realidade vivida hoje. As mudanças comportamentais da população que crescia desordenadamente e desumanizava-se, o caos do trânsito, o consumismo exacerbado são uns dos fortes pontos tratados na peça. Acabamos por nos aproximar mais na obra de Osman Lins ao observamos também um pouco de nós nos personagens. A mobilidade urbana e a taxação de impostos, por exemplo, são assuntos frequentes no cotidiano recifense tratado de forma fidedigna na peça. 

            Uma das cenas que poderiamos destacar no Auto é a parte na qual um dos guardas de trânsito é questionado sobre as múltiplas lembranças que as cores dos semáforos o lembram. Observamos uma mistura de sensações que em parte são reflexo do consumismo selvagem e do ritmo acelerado estabelecido no fortalecimento do capitalismo, principalmente na segunda metade do século 20. 



        É a segunda vez que o Auto do Salão do Automóvel é apresentado, a primeira encenação foi realizada pelo Teatro Popular do Nordeste (TPN). A peça faz parte do projeto Transgressão em 3 atos, que propõe pesquisar e representar três importantes grupos teatrais pernambucanos, os escolhidos foram o Teatro Hermilo Borba Filho (THBF), TPN e Vivencial Diversiones. A primeira montagem do projeto Trangressão em 3 atos foi o espetáculo Os fuzis da senhora Carrar, apresentado na década de 70 pelo THBF.

         Para os que ainda não tiveram oportunidade assistir a peça, ela estará em cartaz até dia 21 de outubro, aos sábados e domingos, as 18h. A entrada custa R$10 inteira e R$5 meia. Mais informações estão disponíveis pelo telefone (81) 3424.5429.



Video sobre o Auto:




sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Espetáculo de cultura africana no Agreste de Pernambuco



       A cidade de Caruaru, no Agreste do Estado, receberá o espetáculo de dança contemporânea Mojubá nos dias 29 e 30 de setembro. A apresentação, que será realizada no Teatro do Sesc de Caruaru, a partir das 20h, retrata com riqueza de detalhes pela dança e interpretação dos sete bailarinos do Balé Avelós, o negro africano e as heranças culturais e religiosas que ele deixou no Brasil. 

              O nome do espetáculo é uma saudação em Iorubá, que significa respeito. A peça utiliza a linguagem da dança como forma de sensibilizar e interagir com as diversas formas de artes, através de movimentos disciplinados e estéticos. Segundo o diretor do Mojubá, Francisco Leonardo, essa foi uma das formas que o Balé Popular Avelós encontrou para apresentar sua posição de respeito diante da riqueza cultural afro-brasileira. “Com este trabalho, pretendemos atingir não só o público em geral, mas também os alunos de escolas e outros espaços educacionais. Considero-o como uma ação educativa, cujo principal objetivo é promover essa cultura tão rica”, disse. 

            Para os interessados em assistir a dança, os ingressos serão vendidos no local, nos dias da apresentação, pelo preço de R$ 5. Outras informações você pode encontrar no site do grupo: http://mojuba.wix.com/home#!home/cifq

SERVIÇO
Apresentação de dança Mojubá, do Grupo Avelós
Dias 29 e 20 de setembro, às 20h, no Teatro do Sesc, em Caruaru
Ingressos: R$ 5 no local.
Site: http://mojuba.wix.com/home#!home/cifq

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Aulas de teatro são uma boa aposta para o desenvolvimento pessoal


       O Teatro Valdemar de Oliveira iniciou o curso de aulas para teatro pensando no aprendizado que as pessoas poderiam ganhar interpretando personagens. Atendendo a crianças, adolescentes e adultos, o Valdemar de Oliveira tenta formar atores teatrais e, principalmente, uma plateia que goste do que assiste. Com a ideia de que aprender teatro faz com que as crianças desenvolvam a capacidade de pensar e de agir, as aulas levam ao pequeno aprendiz o entretenimento e a informação de maneira mais fácil e eficaz. Juntando aulas de interpretação de texto e expressão corporal, o curso de teatro pode revelar artistas, como também, melhorar a interação interpessoal de cada pessoa.       
                                                                                                      
         A história do Teatro Valdemar de Oliveira - parte do “Teatro de Amadores de Pernambuco” (TAP) – começa quando o médico Valdemar de Oliveira, após participar de algumas peças do TAP, decide fundá-lo. Depois das peças realizadas pelo Teatro de Amadores, o grupo do Valdemar de Oliveira, conseguiu formarlizar sua própria identidade no ano de 1941. O fato deste médico juntar a qualidade artística com o público que o próprio construiu, foi o verdadeiro ponta pé inicial para os 70 anos de sucesso que o Teatro vem alcançando. Marcos Portela é quem, hoje, toma conta do espaço e ensina o curso para mais de 50 alunos, distribuídos em três turmas. Com 32 anos de carreira artística, ele monta um espetáculo por ano com as turmas que ele dirige. E apesar de muitas pessoas procurarem as aulas vontade de atuar em televisão, ele acredita que o espetáculo teatral não é o mesmo que encenar para uma novela, por exemplo. “As pessoas vêem propagandas de aulas de teatro na mídia e acham que aquele é o caminho para atuar em televisão. Mas teatro não é TV. Isso é outra coisa, embora nós saibamos que o curso é válido tanto para TV, quanto para cinema e palcos”, afirmou ele.

         Além do curso para teatro, o Valdemar de Oliveira tem o “Projeto Escola”, que é um projeto que visa a formação de público para teatro, já que há não há uma quantidade suficiente de incentivos para conservar a cultura teatral daqui do Recife. Enquanto que nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo o público é muito grande, aqui o número de pessoas na plateia é bem reduzido. “Nós acreditamos que dessa maneira vamos conseguir futuramente ter uma quantidade maior de pessoas que gostem de assistir peças de teatro. Tem gente que acha que não, mas esse projeto, com certeza, leva a uma boa formação de espectadores”, contou Marcos.

             Então, fica a dica para quem deseja fazer aulas de teatro: o Valdemar de Oliveira fica no bairro da Boa Vista, na Praça Oswaldo Cruz, nº 412. As aulas são nas segundas e terças-feiras, com turmas no período da tarde (das 16h30 às 18h30) e no período da noite (das 19h às 21h). Os telefones para contato são os: (81) 3222-1284 / (81) 3222-1222 / (81) 3222-1200.



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Um espetáculo com caráter social



            Uma história que descreve a discriminação, mas que abre portas para um novo mundo longe de diferenças. Foi assim que o diretor teatral, Samuel Santos, explorou temáticas sociais e expos em uma encenação focada no publico infantil, mas que remete a todas as idades. Baseada na obra de Graciliano Ramos, a peça Teatral A terra dos meninos pelados completa dez anos de carreira. Com sucesso de publico, sua reestreia este ano tem lotado o Teatro Barreto Junior nos últimos finais de semana. 

             A peça é dividida em duas partes, a realidade e um mundo imaginário. Diferente dos outros garotos de sua idade, Raimundo é alvo de chacota e humilhação por causa de sua característica peculiar, seus olhos de cor diferente e sua cabeça limpa e careca.  Como fuga de seu tormento, o menino cria seu próprio mundo chamado de Tatipirum, onde todas as pessoas são iguais a ele. A história se mostra com um grande contraste de ambiente. 

            A vida de Raimundo se mostra pálida e apagada na realidade de seu cotidiano. Já em um mundo criado pela sua imaginação, a esperança aflora e uma infinita paz aparece, pois não existirá mais solidão para ele. O pequeno garoto careca começa a ser bem aceito no lugar em que ele está vivendo, explorando a liberdade e se conhecendo melhor. No novo e vasto mundo, ainda que imaginário, Raimundo se conforta em saber que ali ele pode ter as cores e os amigos que desejar. O figurino, criado por Java Araújo, acompanha as mesmas transições cenográficas, indo do simples e convencional ao criativo. 

          Um dos grandes destaques da obra é a produção musical. A trilha sonora do espetáculo é apresentada ao vivo e acompanhada pelos próprios atores. Com belos arranjos e letras, a musicalidade envolve diversos gêneros como rock, clássico, cirandas entre outros. Uma característica importante da peça que envolve todo o público, fazendo desde as crianças até os adultos a se renderem a magia do mundo teatral. 

         Vivenciando o protagonista Raimundo, o ator e musico Samuel lira explica a importância que teve nesse papel: “É muito bom pra quem está fazendo e pra quem assiste. A peça possui um tema muito polêmico que antes não era abordado. Pessoas sofrem bulling na vida e se calam diante disso. A sociedade em que a gente vive determina padrões de beleza e estética. É através da peça que passamos uma mensagem muito importante sobre essa problemática”. 

           Foi através da musica e da encenação que a oportunidade apareceu para Samuel. “Através de outras experiências que tive por fora, o diretor Samuel Santos viu meu desempenho. Quando surgiu a vaga para o elenco, o diretor me chamou pra fazer a peça. Assim continuei me apresentando musicalmente em conjunto com a atuação teatral. A minha experiência como musico me ajudou porque fez com que eu conhecesse o espetáculo. Tive referencias de outros atores que atuaram comigo também musicalmente e eu já comecei fazendo algo que já gostava”, relatou o ator musicista. 

A peça funciona como um incentivo para a leitura infantil e reflexão com pais e filhos sobre as diferenças sociais. Com um toque de humor, poesia e singularidade, o espetáculo impressiona com a lição sobre a importância do respeito ao próximo. Desde 2002, A terra dos meninos pelados já foi vista por cerca de 8 mil pessoas, em 16 cidades diferentes. O espetáculo conta com incentivo do Funcultura e está em cartaz até outubro, com sessões nos sábados e domingos, às 16h30.


SERVIÇOS:
A terra dos meninos pelados, direção de Samuel Santos. 
Sábados e domingos, às 16h30, no Teatro Barreto Júnior. 
Ingresso: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).